Sua conscientização política

"Seria uma época de guerras cruéis em que novos césares surgiriam e em que uma elite de homens de aço, que não buscavam ganhos pessoais e felicidade, mas o cumprimento dos deveres para com a comunidade, tomaria o lugar dos democratas e dos humanitários" Hajo Holborn, explicando uma previsão de Oswald Spengler em A History of Modern Germany: 1840-1945; Princeton University Press, 1982. Página 658

domingo, 9 de outubro de 2016

Parte 1 - Os Julgamentos de Nuremberg - Os julgamentos dos “crimes de guerra” provam extermínio? - Por Mark Weber


Institute for Historical Review

Mark Weber
           Uma resposta comum para expressões do ceticismo sobre a história do Holocausto é dizer alguma coisa como “E sobre Nuremberg? E sobre os julgamentos e todas provas?!” Esta reação é compreensível por causa que os muitos julgamentos de “crimes de guerra” do pós-guerra têm dado explícita autorizada legitimidade judicial para a história de extermínio do Holocausto.

            De longe o mais importante destes foi o grande julgamento de Nuremberg de 1945 – 1946, oficialmente conhecido como Tribunal Militar Internacional (IMT). Os governos dos Estados Unidos, da União Soviética, Grã-Bretanha e França colocaram em julgamento a maioria dos proeminentes líderes alemães como “Principais Criminosos de Guerra” por vários “crimes de guerra,” “crimes contra a paz,” e “crimes contra humanidade.” Nas palavras da Carta do Tribunal, estes “conspiradores nazistas” realizaram seus crimes como parte de um grande “Plano Comum ou Conspiração.”

            Em adição, doze julgamentos de Nuremberg secundários (NMT) organizados só pelo governo dos EUA foram conduzidos entre 1946 e 1949. Similares julgamentos foram também conduzidos pelos britânicos em Lüneburg e Hamburgo, e pelos Estados Unidos em Dachau. Desde então, muitos outros julgamentos relacionados ao Holocausto têm sido mantidos na Alemanha Ocidental, Israel e Estados Unidos, incluindo os altamente divulgados em Jerusalém de Adolf Eichmann e John Demjanjuk.

            O tratamento dos tempos de guerra dos alemães aos judeus figuraram proeminentemente nos julgamentos de Nuremberg. Na condenação deles aos réus, os Aliados deram ênfase especial ao alegado extermínio de seis milhões de judeus europeus. O promotor chefe dos EUA Robert H. Jackson, por exemplo, declarou em seu discurso de abertura para o Tribunal[1]:
Os mais selvagens e numerosos crimes planejados e cometidos pelos nazistas foram aqueles contra os judeus... É meu propósito mostrar um plano e projeto, para o qual todos os nazistas estavam fanaticamente comprometidos, aniquilar o povo judeu como um todo... A conspiração ou plano comum para exterminar os judeus foram... metodicamente e completamente perseguidos... a história não registra um crime perpetrado jamais contra tantas vítimas ou jamais um realizado com tal crueldade calculada.
            Ecoando estas palavras, o promotor chefe britânico Sir Hartley Shawcross declarou em seu discurso final para o Tribunal[2]:
Existe um grupo para o qual o método de aniquilação foi aplicado em uma escala tão imensa que é meu dever referir separadamente as provas. Eu quero dizer o extermínio dos judeus. Se não houvesse outro crime contra estes homens [os réus], este só, no qual todos eles estavam implicados, seria suficiente. A história não contém nenhum paralelo a estes horrores.
            Quão convincente foi a evidência apresentada em Nuremberg para substanciar tais palavras condenatórias? Como responderam os réus às acusações?

            Enquanto muito dos específicos testemunhos e documentação apresentado nestes julgamentos têm sido tratados em outros artigos do Jornal {for Historical Review}, aqui nós iremos dar uma olhada mais de perto na confiabilidade das evidências citadas em Nuremberg e outras histórias mais de extermínio do Holocausto. Este capítulo também foca sobre o caráter básico destes julgamentos, os quais têm desempenhado um importante papel “legitimando” a história do Holocausto.


Justiça Política
  
          O empreendimento de Nuremberg violou antigos e fundamentais princípios da justiça. Os vitoriosos Aliados atuaram como procurador, juiz e executor dos líderes alemães. As acusações foram criadas especialmente para a acusação, e foram aplicadas somente para os vencidos[3]. Derrotada, faminta e prostrada, a Alemanha, contudo, não estava em nenhuma posição para se opor a quaisquer das demandas das forças de ocupação Aliadas.

            Enquanto até mesmo algumas figuras de liderança Aliada reconheceram privadamente na época, que os julgamentos de Nuremberg foram organizados não para dispensar justiça imparcial, mas para propósitos políticos. Sir Norman Birkett, juiz suplente britânico no Tribunal de Nuremberg, explicou em uma carta privada em abril de 1946 que “o julgamento é somente em forma um processo judicial e sua principal importância é política.[4]

            Robert Jackson, o promotor chefe e um ex-Procurador Geral dos EUA, declarou que o Tribunal de Nuremberg “é uma continuação dos esforços de guerra das nações Aliadas” contra a Alemanha. Ele adicionou que o Tribunal “não está vinculado pelos requintes materiais e processuais de nosso respectivo sistema judicial ou constitucional...”[5] 

            O juiz Lola T. Nikitchenko, que presidiu a sessão solene de abertura do Tribunal foi vice-presidente da suprema corte da URSS antes e depois de seus serviços em Nuremberg. Em agosto de 1936 ele tinha sido um juiz no infame show de Moscou do julgamento de Zinoviev e Kamenv[6]. Numa conferência de planejamento conjunto pouco antes da convocação do Tribunal de Nuremberg, Nikitchenko descuidadamente explicou a visão soviética do empreendimento[7]:
Nós estamos lidando aqui com os principais criminosos de guerra que têm já sido condenados e cuja condenação têm sido já anunciada por ambas as declarações de Moscou e Crimeia [Yalta] pelos líderes dos governos [Aliados]... A ideia inteira é assegurar uma rápida e justa punição para o crime...
O fato que os líderes nazistas são criminosos tem já sido estabelecido. A tarefa do Tribunal é somente determinar a medida de culpa de cada pessoa particular e mensurar a necessária punição – as sentenças.
             O indicativo da natureza grandemente política dos processos de Nuremberg foi o importante papel judaico em organizar estes julgamentos. Nahum Goldmann, uma vez presidente de ambos Congresso Mundial Judaico e Organização Mundial Sionista, reportou em suas memórias que o Tribunal de Nuremberg foi uma cria do cérebro dos oficiais do Congresso Mundial Judaico. Somente depois de persistente esforço os oficiais do Congresso Mundial Judaico estavam aptos a persuadir os líderes aliados a aceitar a ideia, acrescentou[8].

            O Congresso Mundial Judaico também desempenhou um importante, mas menos óbvio papel nos procedimentos do dia a dia. Acima de tudo, a poderosa mas reservada organização assegurou que a perseguição aos judeus na Alemanha era o foco primário dos julgamentos, e que os réus foram punidos pelo envolvimento deles naquele processo[9].

            Dois oficiais judeus no Exército dos EUA – o tenente-coronel Murray Bernays e o coronel David “Mickey” Marcus – desempenharam papeis fundamentais no empreendimento de Nuremberg. Nas palavras do historiador Robert Conot, Bernays era o “o espírito guia que conduz o caminho para Nuremberg.” Bernays, um advogado bem sucedido em Nova Iorque, persuadiu o Secretário de Guerra Henry Stimson e outros a aceitar a ideia de colocar os líderes alemães derrotados em julgamento[10].

            Marcus, um fervente sionista, tornou-se o “homem número três em fazer a política americana” na Alemanha ocupada. Como chefe da Seção americana de Crimes de Guerra do governo dos EUA em 1946 e 1947, ele selecionou quase todos os juízes, promotores e advogados para os julgamentos NMT de Nuremberg. (Ele tornou-se posteriormente um comandante das forças militares sionistas “Haganah” na Palestina[11].

            Alguns dos americanos que participaram nos julgamentos de Nuremberg tornaram-se desiludidos com o negócio inteiro. Um dos poucos a fazer público seus sentimentos foi Charles F. Wennerstrum, um juiz da Suprema Corte de Iowa que serviu como juiz presidente no julgamento de Nuremberg dos generais alemães. “Se eu tivesse sabido sete meses antes o que eu sei hoje, eu nunca teria vindo aqui,” ele declarou imediatamente após as sentenças serem pronunciadas. “Os altos ideais anunciados como os motivos para a criação destes tribunais não têm sido evidente,’ ele adicionou[12].

            Wennerstrum cautelosamente se refere ao extenso envolvimento judaico nos processos de Nuremberg. “A inteira atmosfera aqui é insalubre... os advogados, funcionários, interpretes e pesquisadores que foram empregados tornaram-se americanos somente nos anos recentes, cujos antecedentes foram embutidos nos ódios e preconceitos da Europa.” Ele criticou o tratamento unilateral das evidências. “A maioria das evidências nos julgamentos foi documental, selecionada de uma grande tonelagem de registros capturados. A seleção foi feita pela acusação. A defesa tinha acesso somente àqueles documentos os quais a acusação considerou relevante ao caso.” Ele concluiu que “os julgamentos foram para ter convencido os alemães da culpa dos líderes deles. Eles convenceram os alemães meramente que os líderes deles perderam a guerra para conquistadores difíceis.” Wennestrum deixou Nuremberg “com um sentimento que a justiça tinha sido negada.”

            Um jurista dos mais importantes foi consternado pelo processo de Nuremberg. O Juiz Chefe da Suprema Corte Harlan Fiske Stone observou com irritação: “[O promotor-chefe] Jackson está sempre conduzindo sua festa de linchamento em alto grau em Nuremberg. Eu não me importo o que ele fez aos nazistas, mas eu odeio ver o fingimento que ele está executando num tribunal e procedendo de acordo com a lei comum. Isto é um pouco demais santimonial, uma fraude para bater de frente com minhas ideias antiquadas.” ... Eu me pergunto como alguns daqueles que presidem nos julgamentos iriam justificar alguns dos atos dos seus próprios governos se eles fossem colocados no status de acusados.” Em outra ocasião Stone especificamente se perguntou “se, sobre esta nova doutrina de direito internacional [de Nuremberg], se nós fossemos derrotados, os vitoriosos poderiam plausivelmente afirmar que nosso fornecimento à Grã-Bretanha de cinquenta destroieres [1940] foi um ato de agressão...”[13]

            No Congresso, o representante dos EUA Lawrence H. Smith do Wisconsin declarou: “Os julgamentos de Nuremberg são tão repugnantes para os princípios de justiça anglo-saxão que nós devemos para sempre estar envergonhado desta página em nossa história... A farsa de Nuremberg representa uma aplicação política de vingança no seu pior.[14]” Outro congressista, John Rankin do Mississipi, afirmou: “Como um representante do povo americano eu desejo dizer que o que está ocorrendo em Nuremberg, Alemanha, é uma desgraça para os Estados Unidos... Uma minoria racial, dois anos e meio após a guerra terminada, está em Nuremberg não somente enforcando soldados alemães mas julgando empresários alemães em nome dos Estados Unidos.[15]

            Provavelmente a mais corajosa condenação foi pelo Senador Robert A. Taft dos EUA, considerando amplamente como a “consciência do partido Republicano.” Sob o considerável risco à sua carreira política, ele denunciou o empreendimento Nuremberg em um discurso em outubro de 1946. “O julgamento dos derrotados pelos vitoriosos não pode ser imparcial não importa o quão condicionado ele é com as formas de justiça.” Ele disse. Taft prosseguiu[16]:
Sobre este inteiro julgamento existe o espírito de vingança, e vingança raramente é justiça. O enforcamento de onze homens culpados irá ser uma marca no registro americano a qual nós iremos por muito tempo nos arrepender. Nestes julgamentos nós temos aceitado a ideia russa do propósito dos julgamentos – medida política governamental e não justiça – com pouca relação a herança anglo-saxônica. Por vestir medidas políticas em formas de procedimentos legais, nós colocamos em muito descrédito a inteira ideia de justiça na Europa por anos a vir.
            Milton R. Konvitz, um especialista judeu de direito e da administração pública que ensinou na New York University, advertiu na época que o Tribunal de Nuremberg “despreza muitos dos mais básicos pressupostos dos processos judiciais.” Ele continuou: “Nossas medidas políticas com respeito aos nazis é consistente nem com o direito internacional nem com a nossa própria política do Departamento de Estado... Os julgamentos constituem uma real ameaça às básicas concepções de justiça as quais têm tomado milhares de anos da humanidade para se estabelecer.[17]”  

            Nos anos desde então, distintas figuras de ambos Estados Unidos e outros países têm expressado similares visões. O juiz da Suprema Corte William O. Douglas escreveu: “E pensei na época e ainda penso que os julgamentos de Nuremberg foram sem princípios. O Direito foi criado a partir do fato passado para se portar adequadamente à paixão e clamor da época[18].”

            O Contra-Almirante dos EUA H. Lamont Pugh, ex-médico militar geral da Marinha e comandante oficial do Centro Médico Naval Nacional, escreveu: “Eu achei os julgamentos em geral confinados na loucura internacional. Eu achei particularmente infeliz, inapropriado, doentiamente concebido e ingenuamente injudicioso que os Estados Unidos deveriam ter sido escalados no papel de liderança como promotores e implementadores dos julgamentos dos participantes ou dirigentes alemães.[19]

            Outra grave acusação sobre o julgamento de Nuremberg apareceu mais recentemente nas páginas do liberal New Republic[20]:
Toda a majestade da herança ocidental do direito foi usada para subverter essa herança no Tribunal de Nuremberg. Juristas de peso em cada país ocidental (mas não a Rússia) protestaram contra essa imitação grotesca do sistema legal ocidental. Assim fizeram os historiadores. Assim fizeram meramente homens e mulheres cultos. Se os vitoriosos foram “julgar” os derrotados por crimes de guerra, então eles deveriam tentar neles mesmos por frequentemente cometer os mesmos crimes. Quem julgaria o Marechal do Ar [britânico] Sir Arthur Travers “Bomber” Harris, o arquiteto das medidas implementadas de bombardeio de saturação nas cidades alemãs? Mas não era somente uma questão de nossos “crimes de guerra.” Se foi certo usar o aparato da lei para punir aqueles responsáveis pelos excepcionais crimes como o Holocausto, foi errado usá-lo para punir erros de julgamento e política tal como todo regime derrotado parece ter cometido. “Nós usamos os métodos do inimigo” – e usamos eles na paz em Nuremberg.
            Enquanto os julgamentos de Nuremberg estavam em andamento, e por algum tempo depois, houveram muitas falas sobre a validade universal do novo código legal estabelecido lá. Uma nova época de justiça internacional tem começado, foi alegado. Muitos acreditaram sinceramente que as quatro potências aliadas iriam elas mesmas conformarem-se aos padrões do Tribunal[21].  

            Conforme isso aconteceu, nenhuma das quatro potências que participaram no Tribunal jamais fizeram o menor esforço para aplicarem os princípios tão solenemente e hipocritamente proclamados em Nuremberg ou para com seus próprios líderes ou para aqueles de qualquer outro país.

            Nenhum líder soviético foi executado pelas intervenções militares na Hungria em 1956 ou Tchecoslováquia em 1968. Nenhum líder britânico foi colocado em julgamento pela invasão britânico do Egito em outubro de 1956. O Presidente Eisenhower não foi julgado por sua invasão do Líbano em 1958. O Presidente Kennedy não foi enforcado por sua malfadada invasão de Cuba da “Baía dos Porcos” em 1962. O Presidente Johnson nunca foi chamado para prestar contas judiciais por sua conduta na guerra do Vietnam ou pela sua invasão na República Dominicana. O Presidente Nixon não foi trazido perante um tribunal por sua armada “incursão” no Camboja.

            Quando os oficiais vietnamitas (do Norte) ameaçaram em 1966 colocar em julgamento aviadores dos EUA capturados, o senador dos EUA Everett Dirksen foi levado a observar que os julgamentos de Nuremberg “podem ter sido um erro pavoroso.[22]


Um padrão duplo

           Ao conduzir os julgamentos de Nuremberg, os governos Aliados violaram eles mesmos a lei internacional. Por um lado, o tratamento deles aos réus alemães e aos prisioneiros militares que testemunharam violou os artigos 56, 58 e outros da Convenção de Genebra de julho 1929[23].

            Justiça – oposta à vingança – é um padrão que é aplicado imparcialmente. Em Nuremberg, no entanto os padrões de “justiça” foram aplicados somente aos vencidos. As quatro potências que sentaram no julgamento foram elas mesmas culpadas de muitos crimes que elas acusaram os líderes alemães de cometerem[24]. O promotor chefe dos EUA Robert Jackson privadamente reconheceu em uma carta ao Presidente Truman que os Aliados[25]:
Têm feito ou estão fazendo algumas das muitas coisas as quais nós estamos acusando os alemães. Os franceses estão violando a Convenção de Genebra no tratamento aos prisioneiros de guerra [alemães], que nosso comando está tomando de volta os prisioneiros enviando para eles [para o trabalho forçado na França]. Nós estamos processando saques e nossos Aliados estão praticando-os. Nós dizemos que guerra agressiva é um crime e um de nossos aliados afirma soberania sobre os Estados Bálticos baseado em nenhum título exceto a conquista.
            Em violação da primeira consideração de Nuremberg de “planejar, preparar, iniciar ou empreender uma guerra de agressão,” a União Soviética atacou a Finlândia em dezembro de 1939 (e foi expelida da Liga das Nações como resultado). Uns poucos meses depois o Exército Vermelho invadiu a Lituânia, Letônia e a Estônia, e implacavelmente incorporou eles na União Soviética. O governo francês do pós-guerra violou a lei internacional e a acusação de Nuremberg de “maltrato aos prisioneiros de guerra” por empregar um grande número de prisioneiros de guerra alemães como trabalhadores forçados na França. Em 1945 os Estados Unidos, Grã-Bretanha e União Soviética concordaram em conjunto com a brutal deportação de mais de dez milhões de alemães de seus antigos lares na Europa central e oriental, uma violação da consideração de Nuremberg de “deportação, e outros atos inumanos cometidos contra qualquer civilização civil.”[26]

            Enquanto os promotores aliados acusaram os réus com um “crime contra a paz” em planejar a invasão alemã da Noruega em 1940, o governo britânico, afinal, teve de admitir que a Grã-Bretanha e a França foram elas próprias culpadas do mesmo “crime” em preparar uma invasão militar da Noruega, com o nome código “Stratford,” antes do movimento alemão. E em agosto de 1941, Grã-Bretanha e União Soviética invadiram e ocuparam o Irã, uma nação neutra.[27]

            Dado este registo, é difícil se surpreender porquê os quatro governos que organizaram o Julgamento de Nuremberg de 1945 – 1946 incluíram nenhuma definição de “agressão” na Carta do Tribunal.[28]

            Mikhail Vozlenski, um historiador soviético que serviu como um tradutor no Tribunal de Nuremberg em 1946, posteriormente recordou que ele e outros funcionários soviéticos sentiram-se fora do lugar lá por causa que os alegados crimes dos líderes alemães eram “a norma de nossa vida” na União Soviética[29].  O papel soviético nos processos, os quais os Estados Unidos apoiaram completamente, moveu o diplomata americano e historiador George F. Kennan a condenar o inteiro empreendimento de Nuremberg como um “horror” e uma “zombaria”[30].

            O duplo padrão em Nuremberg foi condenado na época pelo semanário britânico The Economist. Ele destacou que enquanto ambas Grã-Bretanha e França tinham apoiado a expulsão da União Soviética da Liga das Nações em 1939 por seu não provocado ataque contra a Finlândia, apenas seis anos depois estes mesmos dois governos estavam cooperando com a URSS como um respeitado equivalente em Nuremberg. O editorial do Economist prosseguiu “Nem deveria o mundo ocidental consolar a ele próprio que os russos somente já ficam condenados no tribunal da própria justiça dos Aliados,”. Ele continuou[31]:
... Entre os crimes contra a humanidade está a ofensa do indiscriminado bombardeamento das populações civis. Podem os americanos que soltaram a bomba atômica e os britânicos que destruíram as cidades da Alemanha ocidental pleitear “não culpa” nesta consideração? Crimes contra a humanidade também incluem a expulsão em massa das populações. Podem os líderes anglo-saxões que em Postdam darem por reparada a falta da expulsão de milhões de alemães dos lares deles completamente inocentes?... As nações sentando no julgamento [em Nuremberg] têm tão claramente proclamado elas mesmas isentas da lei a qual elas têm administrado.
            Um oficial com a administração militar de ocupação dos EUA na Alemanha comentou: “Quão boa é a moral de elevada estatura enunciada em Nuremberg se os americanos têm concordado com tais coisas como deportação, em documentos os quais trazem assinaturas oficiais, e as quais, portanto, dão aos Aliados o direito legal para fazer as coisas as quais em Nuremberg eles descrevem como imoral?”[32]

            Se as normas do Tribunal de Nuremberg têm sido aplicadas para os vitoriosos da Segunda Guerra Mundial, o general americano e supremo comandante Aliado na Europa Dwight Eisenhower teria sido enforcado. Ao fim da guerra Eisenhower ordenou que os prisioneiros alemães em custódia militar americana eram para não mais serem tratados de acordo com a Convenção de Genebra sobre tratamento de prisioneiros de guerra. Esta violação da lei internacional removeu massas de alemães da proteção internacional da Cruz Vermelha (ICRC), e condenou centenas de milhares deles para a lenta morte por fome e doença[33].

            Talvez nada melhor ilustre o caráter essencialmente injusto dos procedimentos de Nuremberg do que o tratamento de Rudolf Hess, o vice de Hitler. Ele foi sentenciado a prisão perpétua mesmo embora ele somente, entre as figuras de liderança dos países envolvidos na Segunda Guerra Mundial, arriscou sua vida num perigoso, mas infrutífero, esforço para concluir a paz entre duas das nações em guerra. O historiador britânico A. J. P. Taylor uma vez resumiu sucintamente a injustiça do caso Hess e, por implicação, do inteiro empreendimento de Nuremberg[34]:
Hess veio para este país em 1941 como um embaixador da paz. Ele veio com a ... intenção de restaurar a paz entre a Grã-Bretanha e a Alemanha. Ele atuou em boa fé. Ele caiu em nossas mãos e foi muito injustamente tratado como um prisioneiro de guerra. Depois da guerra, nós devíamos ter liberado ele. Ao invés, o governo Britânico da época enviou ele para ser julgado perante o Tribunal Internacional de Nuremberg... Nenhum crime tinha sido jamais provado contra Hess... Tanto quanto os registros mostram, ele nunca esteve nem mesmo em uma das discussões secretas na qual Hitler explicou seus planos de guerra.

O problema das evidências

            Os Aliados vitoriosos limparam completamente a Alemanha por cada pedaço de papel que pudesse ser usado para incriminar o regime derrotado. Nunca antes ou desde então tinham os registros de uma nação sido tão completamente saqueados. Em adição aos documentos oficiais do governo, incluindo incontáveis documentos secretos traçando a política alemã dos assuntos judaicos do tempo de guerra, os Aliados confiscaram os registros do Partido Nacional Socialista e suas organizações afiliadas, assim como aqueles dos indivíduos, instituições e numerosas firmas de negócios privados. A total quantidade de papeis confiscados é estupefata. Por exemplo, os registros do Ministério Exterior Alemão confiscado pelos oficiais dos EUA somam cerca de 485 toneladas de papel[35].

            A partir desta montanha de papel, o pessoal militar dos EUA somente selecionou dois mil documentos considerados os mais incriminadores para uso no principal julgamento de Nuremberg. As toneladas de registros confiscados foram posteriormente embarcadas para os EUA. É estimado que no Arquivo Nacional dos EUA somente, mais que um milhão de páginas de documentos das medidas políticas do Terceiro Reich em relação aos judeus estão no arquivo. Muitas centenas destes documentos de Nuremberg têm desde então sido publicadas, mais notadamente pelo governo dos EUA na“blue series”, em 42 volumes, dos registros do principal julgamento de Nuremberg, na “green series”, em 15 volumes, registro da “segunda série” dos julgamentos de Nuremberg, e na “red series” de 11 volumes[36].

            É como se governos hostis aos Estados Unidos fossem confiscar os arquivos super secretos do Pentágono e da CIA, e então seletivamente publicaram os mais embaraçosos e incriminadores documentos desta vasta coleção.

            Nos anos desde os julgamentos de Nuremberg, historiadores de muitos países diferentes têm cuidadosamente peneirado através dos registros alemães, incluindo incontáveis documentos que não estavam disponíveis para os promotores de Nuremberg. Historiadores têm sido capazes de comparar e cruzar os registros de diferentes ministérios e agências, assim como de numerosos diários privados e papéis[37].

            E ainda, fora desta grande massa de papéis, nem um único documento tem jamais sido encontrado que confirme ou mesma se refira para um programa de extermínio. Um número de historiadores tem comentado sobre este notável “rombo” nas evidências. O historiador judeu-francês Leon Poliakov, por exemplo, observou em seu mais conhecido trabalho do Holocausto:
Os arquivos do Terceiro Reich e os depoimentos e relatos de seus líderes faz possível uma reconstrução, até o último detalhe, da origem e desenvolvimento dos planos para agressão, campanhas militares, e uma inteira amostra de procedimentos pelos quais os nazistas pretenderam reformular o mundo ao gosto deles. Somente a campanha para exterminar os judeus, no que se refere sua concepção assim bem como muitos outros aspectos essenciais, permanece envolta em escuridão.
            Nenhum documento de um plano para exterminar os judeus tem jamais sido encontrado, ele adicionou, porquê “talvez nenhum jamais existiu.[38]

            Em Nuremberg, os documentos alemães estavam em custódia dos procuradores Aliados, que não permitiram os advogados de defesa fazerem a própria seleção deles do material.  O historiador Werner Maser tinha observado que “milhares de documentos os quais pareciam provavelmente incriminar os Aliados e exonerar os réus subitamente desapareceram... Existe muita evidência que documentos foram confiscados, escondidos da defesa ou mesmo roubados em 1945.” Outros importantes documentos subitamente “desapareceram” quando especificamente pedidos pelos advogados de defesa. Oficiais nos Arquivos Nacionais em Washington têm confirmado para este escritor sobre vários ocasiões que os originais de numerosos documentos de Nuremberg permanecem “perdidos” até hoje. O Tribunal recusou permitir nas provas várias coleções de documentos alemães e estrangeiros publicados durante a guerra como “Livros Brancos” do Escritório Alemão de Assuntos Estrangeiros. A maioria das 1,809 declarações preparadas pela defesa em Nuremberg nunca tem sido feita pública[39].

            Entre os documentos que a defesa não foi permitida trazer à luz estava o suplemento secreto do tratado germano soviético de 23 de agosto de 1939, o qual dividiu a Europa oriental nas esferas de influência alemã e soviética[40].

           Depois que o Tribunal de Nuremberg pronunciou a sentença, o Ministro de Relações Exteriores von Ribbentrop observou alguns dos obstáculos colocados em seu caso particular[41]:
A defesa não teve nenhuma chance de defender a política externa alemã. Nossa aplicação preparada para a apresentação da evidência não foi permitida... Sem uma boa causa sendo mostrada, metade dos 300 documentos os quais a defesa preparou não foram admitidos. Testemunhas e depoimentos foram somente admitidos depois que a acusação tinha sido ouvida; a maioria deles foi rejeitada... Correspondência entre Hitler e Chamberlain, relatórios de embaixadores e atas diplomáticas, etc., foram rejeitados. Somente a acusação, não a defesa, teve acesso aos arquivos estrangeiros e alemães. A acusação somente procurou por documentos incriminatórios e o uso deles foi tendencioso. Isso intencionalmente ocultado, exonerando documentos, e recusando a dar a eles a defesa.
          A Carta do Tribunal Internacional Militar permitiu o uso de “evidência” normalmente inadmissível. O artigo 19 especificou que “O Tribunal não irá ser vinculado por regras técnicas de prova... e irá admitir qualquer evidência a qual julgue ter valor probatório.” O artigo 21 estipulou[42]:
O Tribunal não irá requerer prova dos fatos de comum conhecimento mas irá tomar notícia judicial dos mesmos. Ele irá também tomar notícia judicial dos documentos governamentais oficiais e relatos da Nações Unidas [Aliados], incluindo atos e documentos dos comitês constituídos nos vários países aliados para a investigação dos crimes de guerra, e os registros e achados dos tribunais militares e outros quaisquer das Nações Unidas [Aliados].
            Com base nestes artigos, o Tribunal aceitou como válido as mais dúbias “evidências,” incluindo relatórios de boatos e insubstanciais relatos das comissões “investigativas” americanas e soviéticas. Por exemplo, o Tribunal aceitou um relatório congressional americano que “provou” assassinatos em câmaras de gás em Dachau, e um relatório do governo polonês (apresentado pelos EUA) que “provou” assassinatos por vapor em Treblika[43]. (Nenhum historiador reputado agora aceita quaisquer destas histórias.)

            Em adição, o Tribunal validou relatórios soviéticos sobre Auschwitz e Majdanek (documentos USSR-8 e USSR-29), os quais explicavam em detalhes como os Alemães mataram quatro milhões em Auschwitz e outros um milhão e meio em Majdanek. (Hoje em dia, nenhuma reputado historiador aceita quaisquer destas fantásticas estimativas.)

            A culpa alemã pela morte de milhares de oficiais poloneses na floresta de Katyn, perto de Smolensk foi similarmente confirmada pelo documento de Nuremberg USSR-54. Este relatório detalhado por ainda outra comissão “investigativa” soviética foi apresentada como prova para a indiciação conjunta feita pelos quatro governos aliados. Conforme um promotor soviético explicou: 
“Nós achamos, na indiciação, que um dos atos criminosos mais importantes pelo qual os maiores criminosos de guerra são responsáveis era a execução em massa de prisioneiros de guerra poloneses alvejados na Floresta de Katyn próximo a Smolensk pelos invasores fascistas alemães.[44]” (Interessantemente, dois dos oitos membros da comissão Soviética de Katyn eram também membros da comissão soviética de Auschwitz: o acadêmico N. Burdenko e o metropolita Nikolai.) Não foi até 1990 que o governo soviético finalmente reconheceu que o massacre de Katyn foi realizado, não por uma unidade alemã, como “provado” em Nuremberg, mas pela polícia secreta soviética[45].
            É algumas vezes alegado que a evidência apresentada pela acusação ao Tribunal de Nuremberg era tão incontrovertida que nenhum dos advogados da defesa jamais contestaram a autenticidade ou a precisão de mesmo um único documento de acusação[46]. Isto não é verdade. Não somente os advogados de defesa protestaram contra a acusação do uso de documentos espúrios, mas alguns dos mais importantes documentos de Nuremberg são agora geralmente reconhecidos serem fraudulentos[47].

            Por exemplo, o advogado de defesa Dr. Boehm protestou ao Tribunal que o documento de Nuremberg 1721-OS, o qual supostamente confirma ataques dos S.A. contra as sinagogas judaicas em novembro de 1938, é uma grosseira falsificação. Ele explicou suas razões durante algum tempo[48].

            Vários documentos baseados nas supostas “confissões em leito de morte” do comandante de Mauthausen Franz Ziereis, são demonstravelmente fraudulentas. (Os documentos de Nuremberg 1515-PS, 3870-OS, e NO-1973.) Estes documentos supostamente provam sistemáticas matanças de milhares de pessoas por gaseamento e outros meios em Mauthausen e Hartheim[49].

            Quase quarenta anos após o Tribunal ter batido seu veredito, o documento de Nuremberg USSR-378 foi definitivamente exposto como uma fraude. Ele é um suposto registro de numerosas conversações privadas com Hitler, de Hermann Rauschning, um ex-oficial Nacional-Socialista em Danzig. Em linguagem brutal, o Führer supostamente revelou seus mais íntimos pensamentos e planos secretos para a conquista do mundo. As “memórias” de Rauschning foram publicadas em 1939 na Grã-Bretanha sob o nome de Hitler Speaks, e nos Estados Unidos em 1940 como The Voice of Destruction. Foi esta edição dos EUA que foi aceita como evidência em Nuremberg como prova dos “princípios guias do regime nazista”.

            O promotor britânico Sir Hartley Shawcross e seus colegas soviéticos citaram numerosas citações dela. O réu Baldur von Schirach contestou sua autenticidade, mas o advogado de defesa Pelckmann (que não sabia qualquer coisa mais) aceitou esta “evidência” como autêntica[50]. Em 1983 o historiador suíço Wolfgang Hänel estabeleceu que a “memoir” é inteiramente fraudulenta. Rauschning nunca teve jamais um único encontro privado com Hitler[51].

            Outro fraudulento documento de Nuremberg é o chamado “protocolo Hossbach” (documento 386-OS), um suposto relato de uma conferência de alto nível em 1937 na qual Hitler supostamente revelou seus planos secretos para a conquista agressiva. O procurador dos EUA em Nuremberg, Sidney Alderman chamou ele “um dos mais contundentes e reveladores de todos os documentos capturados,” e disse ao Tribunal que ele removia quaisquer dúvidas remanescentes sobre a culpa dos líderes alemães para os crimes deles contra a paz. Foi em grande parte na base deste documento que Göring foi condenado à morte[52].

            Similarmente espúrio é o documento de Nuremberg L-3 (US-28), supostamente um relato de um belicoso discurso de Hitler para os comandantes das forças armadas em 22 de agosto de 1939. Ele contém uma amplamente citada declaração atribuída a Hitler, “Quem fala nos dias de hoje do extermínio dos armênios?”[53].

            A historiadora judaica Lucy Dawidowicz, autora de The War Against the Jews, reconheceu que “Há também documentos do Holocausto que são direta e abertamente falsificações e alguns que fornecem mito ao invés de fato histórico.[54]
Tradução por Tannhauser

Continua na parte 2.

Notas


[1] Nota do autor: Office of the United States Chief of Counsel for the Prosecution of Axis Criminality, Nazi Conspiracy and Aggression (11 volumes.), Washington, DC: U.S. Govt., 1946-1948. (The “red series.”) / NC&A, Volume 1, páginas. 134-135.

[2] Nota do autor: International Military Tribunal, Trial of the Major War Criminals Before the International Military Tribunal. 42 volumes. Nuremberg: 1947-1949. (The “blue series.”) / IMT, volume 19, página 501.

[3] Nota do autor: Ver a sucinta declaração de todos os advogados de defesa alemães no caso IMT. Publicado em: Jay W. Baird, ed., From Nuremberg to My Lai (Lexington, Mass.: D. C. Heath, 1972), páginas 81-83. Note também o sumário comentado por Hans Lammers do veredito de Nuremberg contra ele, em Georg Franz-Willing, Die Reichskanzlei 1933-1945 (Tübingen: 1984), página 221.

[4] Nota do autor: 4. Werner Maser, Nuremberg: A Nation on Trial (New York: Scribner's, 1979), páginas 281, 282.; O semanário liberal Americano Nation editorialmente reconheceu em outubro de 1945: “A corte de Nuremberg é uma corte política com um trabalho político para realizar” Nation, 27 de outubro de 1945, página 418. Citado em James J. Martin, Revisionist Viewpoints (Colorado Springs: 1971), página 125.

[5] Nota do autor: International Military Tribunal, Trial of the Major War Criminals... (“blue series”), IMT, Volume 19, página 398. (Testemunho de 26 de julho de 1946).; Emu ma carta para sua esposa, escrita logo antes de sua execução, o ex Ministro de Assuntos Exteriores Joachim von Ribbentrop comentou: “Todos sabem que o veredito [de culpa] é absolutamente insustentável, mas eu fui uma vez Ministro do Exterior de Adolf Hitler e as políticas demandam que por este fato eu seja condenado.” Citado em: Joachim C. Fest, The Face of the Third Reich (New York: 1970), página 185.

[6] Nota do autor: Robert Conquest, The Great Terror (New York: Oxford University Press, 1990), página 92.

[7] Nota do autor: Report of Robert H. Jackson, United States Representative to the International Conference on Military Trials, London, 1945 (Washington, DC: US State Dept., 1949), páginas 104-106, 303.; Whitney R. Harris, Tyranny on Trial: The Evidence at Nuremberg (Dallas: S.M.U. Press, 1954), páginas 16-17.; Leo Kahn, Nuremberg Trials (New York: Ballantine, 1972), página 26.

[8] Nota do autor: Nahum Goldmann, The Jewish Paradox (New York: 1978), página 122; N. Goldmann, The Autobiography of Nahum Goldmann (New York: 1969), páginas 216-217; O rabino oficial do Congresso Mundial Judaico Maurice Perlzweig alegou em 1949 que “Foi o Congresso Mundial Judaico que assegurou a realização dos julgamentos de Nuremberg...” Ver: “W.J.C. Claims: The Nuremberg Trials,” Jewish Chronicle (London), 16 de dezembro de 1949, página 17.  Ver também carta confirmatória de Zelmanovits em: Jewish Chronicle, 30 de dezembro de 1949, página 16. Note também: Milton R. Konvitz, “Will Nuremberg Serve Justice?,” Commentary (New York), Volume. I, No. 3, janeiro de 1946, página 11.

[9] Nota do autor: World Jewish Congress, Unity in Dispersion (New York: WJC, 1948), páginas 141, 264, 266, 267.

[10] Nota do autor: Robert E. Conot, Justice at Nuremberg (New York: Harper & Row, 1983), páginas 10-13; Bradley F. Smith, Reaching Judgment at Nuremberg (New York: Basic, 1977), páginas 26-33. Tom Bower, Blind Eye to Murder (London: 1983), página 116 e seguintes. Por outro lado, o editor de jornal judeu americano Joseph Pulitzer não favoreceu tais julgamentos. Em maio de 1945 ele instou que 1,5 milhões de líderes alemães deveriam ser simplesmente executados sumariamente por tiros.  The New York Times, 23 de maio de 1945, página 11.

[11] Nota do autor: Arthur R. Butz, The Hoax of the Twentieth Century (IHR, 1983), páginas 27-30, 100.Fontes citadas: Ted Berkman, Cast a Giant Shadow (1962); “War Crimes” artigo escrito por Marcus na  Britannica Book of the Year, 1947, páginas 819-21; Encyclopaedia Judaica, volume. 11, página 945; Saturday Evening Post,  4 de dezembro de 1948, página 179. Ver também: R. Conot, Justice at Nuremberg (1983), página 11.

[12] Nota do autor: Hal Foust, “Nazi Trial Judge Rips 'Injustice',” Chicago Tribune, 23 de fevereiro de 1948, páginas 1, 2.

[13] Nota do autor: Alpheus T. Mason, Harlan Fiske Stone: Pillar of the Law (New York: Viking, 1956), página 716.

[14] Nota do autor: Congressional Record -- Apêndix, Vol. 95, Sec. 14, (15 de junho de 1949), página A 3741.

[15] Nota do autor: Congressional Record -- House, Vol. 93, Sec. 9, (Nov. 28 de novembro de 1947), página 10938. Também citado em: W. Bosch, Judgment on Nuremberg (1970), página 83.

[16] Nota do autor: Proferido no Kenyon College, Ohio, 5 de outubro de 1946. Vital Speeches of the Day, 1 de novembro de 1946, página 47.Texto também publicado em: Jay W. Baird, ed., From Nuremberg to My Lai (Lexington, Mass.: D. C. Heath, 1972), pp. 107-113. See also: William Bosch, Judgment on Nuremberg (1970), páginas 73-81. A devoção de Taft ao princípio durante uma época de hysteria anti-germânica vastamente espalhada impressionou John F. Kennedy, que elogiou a postura do senador de Ohio em seu premiado best seller Profiles in Courage.

[17] Nota do autor: M. R. Konvitz, “Will Nuremberg Serve Justice?,” Commentary, January 1946 (Volume I, No. 3), página 11.

[18] Nota do autor: H. K. Thompson and H. Strutz, eds., Dönitz at Nuremberg: A Reappraisal (IHR, 1983), página 196.

[19] Nota do autor: H. K. Thompson and H. Strutz, eds., Dönitz at Nuremberg (1983), páginas 194-195.  Similarmente, o Almirante Britânico Sir Barry Domville, ex-diretor da Inteligência Naval Britânica e Presidente do Colégio Naval Real, afirmou: “Qualquer um que foi uma vítima dos iníquos julgamentos de Nuremberg tem minha profunda simpatia. Eu estou somente surpreso que tantos homens de boa reputação em ambos nossos países foram encontrados dispostos a tomar parte em tal paródia de justiça.... Os julgamentos de Nuremberg deixam uma mancha indelével sobre a reputação de todos os países os quais tomaram parte neles.” (H. K. Thompson and H. Strutz, eds., Dönitz at Nuremberg, página 164.)

[20] Nota do autor: Henry Fairlie, “How the Good War Went Bad,” The New Republic, 20 de maio de 1985, página 18 e seguintes.

[21] Nota do autor: Henry L. Stimson, que tinha servido como Secretário de Guerra dos EUA, 1940 – 1945, escreveu em 1947: “... No julgamento de Nuremberg é afirmado o princípio central da paz... Um padrão tem sido erigido para os quais os americanos, pelo menos, devem reparar; pois é somente conforme este padrão é aceito, apoiado e aplicado que nós podemos seguir em frente para um mundo de lei e paz.” Citado em: Jay W. Baird, ed., From Nuremberg to My Lai (Lexington, Mass.: D. C. Heath, 1972), página 125. O réu do Tribunal de Nuremberg Alfred Rosenberg declarou “Eu francamente acho bem-vinda a ideia que um crime de genocídio está para ser banida pelo acordo internacional e colocado sob as mais serveras penas ...” Tribunal Militar Internacional, Trial of the Major War Criminals... (“blue series”), IMT, volume 22, página 382.

[22] Nota do autor: W. Bosch, Judgment on Nuremberg (1970), página 189.

[23] Nota do autor: Werner Maser, Nuremberg: A Nation on Trial (1979), páginas 69, 302 (n. 23). Ver também: James McMillan, Five Men at Nuremberg (London: 1985), páginas. 412-413.

[24] Nota do autor: Ver Ulrich Stern, ed., Die wahren Schuldigen am zweiten Weltkrieg (Munich: 1990).

[25] Nota do autor: Carta de Jackson para Truman, 12 de outubro de 1945. State Department files. Citado em: R. Conot, Justice at Nuremberg (1983), página 68.

[26] Nota do autor: Constantine FitzGibbon, Denazification (New York: W. W. Norton, 1969), páginas 71-72.

[27] Nota do autor: “Behind the scenes at Nuremberg,” Daily Telegraph (London), 27 de janeiro de 1977, página 19.; J. McMillan, Five Men at Nuremberg (1985), páginas 245, 414.

[28] Nota do autor: Ver Richard H. Minear, Victor's Justice: The Tokyo War Crimes Trial (Tokyo: C. Tuttle, 1984), página 57.

[29] Nota do autor: M. Vozlenski, Der Spiegel, 06 de outubro de 1986 (No. 41), páginas. 55 ff.

[30] Nota do autor: George F. Kennan, Memoirs 1925-1950 (Boston: Little Brown, 1967), páginas 175, 261.

[31] Nota do autor: “The Nuremberg Judgment,” editorial, The Economist (Londres), 05 de outubro de1946, página 532.; Ver também: J. McMillan, Five Men at Nuremberg, páginas 67, 173-174, 380, 414 f.

[32] Nota do autor: Marguerite Higgins, “Russian Quotes Allied Sanction of Deportations,” New York Herald Tribune, 14 de novembro de 1946.

[33] Nota do autor: James Bacque, Other Losses (Toronto: Stoddart, 1989). Ver especialmente as páginas 26-28.

[34] Nota do autor: Citado em: Wolf R. Hess, My Father Rudolf Hess (London: 1986), páginas 392 e seguintes.

[35] Nota do autor: Nazi Conspiracy and Aggression (“red series”), NC&A, volume 1, página vi (prefácio).; William L. Shirer, The Rise and Fall of the Third Reich (New York: 1960), páginas ix, x.

[36] Nota do autor: Lucy Dawidowicz, A Holocaust Reader (New York: Behrman, 1976), páginas 2-3.; Nazi Conspiracy and Aggression (“red series”), NC&A, volume 1, página vi. Ver também: C. Mattogno, “Myth,” Journal of Historical Review, verão 1988, páginas 133-134.; John Mendelsohn, “The Holocaust: Records in the National Archives ...,” Prologue (Washington, DC: National Archives), primavera 1984, páginas 23 e seguintes. Raul Hilberg, The Destruction of the European Jews (New York: Holmes & Meier, 1985), páginas 1224-27.

[37] Nota do autor: Alfred M. de Zayas, The Wehrmacht War Crimes Bureau (Lincoln: 1990), páginas 238 e seguintes.

[38] Nota do autor: Leon Poliakov, Harvest of Hate (New York: Holocaust Library, 1979), página 108.; O professor de história da Princeton University Arno Mayer escreveu que “documentos autênticos sobre a realização, transmissão, e implementação da política de extermínio” são “raros”. Arno J. Mayer, Why Did the Heavens Not Darken? (New York: 1989), página 363.

[39] Nota do autor: W. Maser, Nuremberg: A Nation on Trial (1979), páginas 97, 98, 99, 272, 273-274, 331 (n. 50).; Apelo do advogado Dr. Alfred Seidl em: Udo Walendy, ed., Auschwitz im IG-Farben Prozess (Vlotho: 1981), páginas 380, 383.; Hildegard Springer (Hans Fritzsche), Das Schwert auf der Waage (Heidelberg: K. Vowinckel, 1953), página 112.; John Mendelsohn, “Trial by Document,” Prologue (Washington, DC: National Archives), Inverno de 1975, esp. páginas 230-231.; Richard Pemsel, Hitler (Tübingen: 1986), página 87-89, 104.; O Advogado de defesa do Tribunal Militar Internacional Dr. H. Pelckmann protestou contra o “desaparecimento” de importantes documentos de defesa: International Military Tribunal “blue series,” volume 21 (páginas 383-409 da edição IMG em idioma alemão).Citado em: U. Walendy, ed., “Lügen um Heinrich Himmler,” II. Teil, Historische Tatsachen Nr. 47 (Vlotho: 1991), p. 32.; Sobre os protestos de defesa dos advogados sobre algumas desta dificuldades ver: Carlos Porter, Made in Russia: The Holocaust (1988), páginas 242-244, 248, 249, 252-256.

[40] Nota do autor: Karl Hoeffkes, ed., Deutsch-sowjetische Geheimverbindungen (1988), páginas 28-30.; R. Pemsel, Hitler (Tübingen: 1986), página 104.

[41] Nota do autor: W. Maser, Nuremberg: A Nation on Trial (1979), página 199.

[42] Nota do autor: Nazi Conspiracy and Aggression ("red series"), NC&A, Volume 1, página 9.; Jay W. Baird, ed., From Nuremberg to My Lai (Lexington, Mass.: D. C. Heath, 1972), páginas. 16-17.

[43] Nota do autor: Documentos 159-L (USA-222) e PS-3311 (USA-293). Publicado no: IMT (“blue series”), volume 37, página 621, e, IMT, volume 32, página 153-158.

[44] Nota do autor: IMT (“blue series”), volume 1, página 54.; IMT, volume 7, páginas 425-427.; A. de Zayas, Wehrmacht War Crimes Bureau (1990), páginas 228-239.; J. McMillan, Five Men at Nuremberg, páginas 51, 67, 222.; R. Conot, Justice at Nuremberg, páginas 66-67, 452-455.; O documento USSR-54 está publicado no IMT (“blue series”), volume 39, páginas 290-332.; Ver também: C. Porter, Made in Russia: The Holocaust (1988), páginas 100-120, 229, 230, 234-235.; R. Faurisson, “Katyn a Nuremberg,” Revue d'Histoire Révisionniste, No. 2, Aug.-Oct. 1990, páginas 138 e seguintes.

[45] Nota do autor: New York Times, 13 e 14 de abril de 1990.

[46] Nota do autor: Dorothy Rabinowitz, About the Holocaust (New York: 1979), página 6.; A. Suzman and D. Diamond, Six Million Did Die (Johannesburg: 1978), páginas 33, 34, 35.

[47] Nota do autor:  O internacionalmente respeitado historiador Werner Maser tem observado “a existência de documentos forjados” em Nuremberg. W. Maser, Nuremberg, página 98.; ver também: Ingrid Weckert, Feuerzeichen (Tübingen: 1981), páginas 151, 155, 171; após a Guerra Eichmann também expressou a visão que alguns pretendidos documentos são fraudulentos. Ver: Rudolf Aschenauer, ed., Ich, Adolf Eichmann (1980), página 153.

[48] Nota do autor: IMT (“blue series”), volume 22, páginas 148 e seguintes; Ver C. Porter, Made in Russia (1988), páginas 269-270, 410-411.; O réu Baldur von Schirach, Gauleiter de Vienna no período da Guerra, reclamou que outro documento de acusação era fraudulento: IMT (“blue series”), volume 14, página 451.; O réu Göring e o advogado Stahmer objetaram outro documento: IMT, volume 9, páginas 610 e sequência.

[49] Nota do autor: M. Weber, “Simon Wiesenthal,” Journal of Historical Review, Inverno 1989-1990, página 443.

[50] Nota do autor: Citado ou estimado: IMT (“blue series”), volume 7, páginas 442-443; volume 14, páginas 518-519; volume 19, páginas 256-259, 437-438, 494-495, 498; volume 24, página 182. 

[51] Nota do autor: W. Malanowski, Der Spiegel, 7 de setembro de 1985, página 92 e sequência; M. Weber, “Swiss Historian Exposes...Journal of Historical Review, inverno 1983 (Volume 4. No. 3), páginas 378 - 380; H. W. Koch, ed., Aspects of the Third Reich (New York: St. Martin's, 1985), páginas 13 e seguintes: “Antideutscher Schwindel-Verleger gestorben,D. National-Zeitung (Munich), 24 de janeiro de 1992, página 9.

[52] Nota do autor: Dankwart Kluge, Das Hossbach -- 'Protokoll' (1980).; M. Weber, Journal of Historical Review, inverno 1983 (Volume 4, No. 3), páginas 372 e sequência.; A.J.P. Taylor, An Old Man's Diary (Londres: 1984), página 154. (Taylor adicionou: “Nenhuma evidência que Hitler planejou Guerra agressiva tem jamais sido produzida... [Esta] revisão levanta o veredito inteiro do Tribual de Nuremberg, o qual é ainda solenemente estimado como justificação de guerra dos Aliados contra a Alemanha.”) 

[53] Nota do autor: Heath W. Lowry, “The U.S. Congress and Adolf Hitler on the Armenians,” Political Communication and Persuasion, Volume 3, No. 2, 1985.Reimpressa em: Armenian Allegations: Myth and Reality (Washington, DC: 1986), páginas 119-132.; Ver também as cartas do Dr. Robert John no The New York Times, 8 de junho e 6 de julho de 1985.

[54] Nota do autor: L. Dawidowicz, A Holocaust Reader (1976), página 10; No livro dela de 1981, The Holocaust and the Historians (página. 100-101), Dawidowicz escreveu o caso de um historiador judaico-polonês, Be (nard) Mark, Diretor do Instituto Histórico Judaico de Varsóvia e autor de vários livros sobre o Holocausto. Ela acusou que ele tinha falsificado fontes do Holocausto. Outro historiador judaico, Michel Borwicz, similarmente acusou em 1962 que Ber Mark foi um falsificador (“transformador”) de documentos. Ver: Borwicz, Revue d'Histoire de la Deuxieme Guerre Mondiale (Paris), No. 45, Janeiro de 1962 página 93.


Informação Bibliográfica

Autor
Mark Weber
Título
The Nuremberg Trials and the Holocaust - Do the 'war crimes' trials prove extermination?
Fonte
The Journal for Historical Review (http://www.ihr.org)
Data
Verão de 1992
Fascículo
Volume 12 número 2
Localização
Páginas  167-213.
Endereço

Sobre o autor:

Mark Weber é um historiador americano, escritor, palestrante e analista de questões atuais. Ele estudou história na Universidade de Illinois (Chicago), na Universidade de Munique (Alemanha), e na Portland State University. Ele possui um mestrado em História Europeia da Universidade de Indiana. Desde 1995 ele tem sido diretor do Institute for Historical Review, um centro independente de publicações, educação e pesquisas de interesse público, no sul da Califórnia, que trabalha para promover a paz, compreensão e justiça através de uma maior consciência pública para com o passado.
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